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Villarrica Traverse

Parque Nacional Villarrica, Chile

 

Esta é uma página com dicas para quem quer fazer a travessia do P. N. Villarrica, sendo um complemento do livro As Mais Belas Trilhas da Patagônia. Na página inicial você pode ver diversas fotos e a lista das trilhas que fazem parte do livro. Para adquirir seu livro, envie seu CEP para o e-mail livros@ricardoferes.com ou para o WhatsApp +55 11 99314-3211 para saber o custo total, já com o frete.

Dias: 5
Distância: 78 km
Elevação acumulada: 4.265 m
Baixar tracklog no Wikiloc

Melhor época
De janeiro a março a trilha fica totalmente sem neve, o clima é mais seco e a vegetação fica mais bonita, com muitas flores.

Como chegar
A cidade base para essa travessia é Pucón, que conta com ótima infraestrutura turística, inclusive aeroporto. De Pucón até o centro de esqui, de onde se inicia a trilha, é preciso pegar um táxi ou uma das muitas vans que levam os turistas para o início da subida até a cratera do vulcão Villarrica. Se for de táxi, confirme que ele te deixará no centro de esqui, não no escritório da CONAF, senão terá que andar 8 km em subida até o início da trilha.

A travessia termina na estrada 199 (Camino Internacional) mas os ônibus não chegam até a trilha, então é preciso combinar previamente com um táxi/agência de turismo ou pedir carona até Puesco, de onde se pode pegar um ônibus de volta para Pucón.

Custos
Entrada no parque nacional: Ch$ 7.000 para estrangeiros adultos e Ch$ 3.500 para estrangeiros entre 12 e 17 anos.

Campings gratuitos.

Estrutura (onde dormir, comer e sinalização da trilha)
Mesmo nos locais onde não há placas, a trilha está bem demarcada por conta do grande fluxo de pessoas, sendo fácil achar o caminho na maior parte dos pontos. Em alguns locais há bifurcações sem placas e, quando há neblina, fica difícil ver qual o caminho correto. De qualquer forma, não vá sem um mapa e/ou GPS.

É necessário levar comida e todo equipamento para acampamento selvagem.

Travessia dia a dia
Abaixo está uma breve descrição com dicas do roteiro que eu mais gosto para essa travessia, porém ele pode ser adaptado ao seu gosto, tempo e condicionamento físico.

Antes de começar o primeiro dia de caminhada, uma opção viável para quem está bem condicionado é fazer a subida do Villarrica e, na volta (em torno das 14:00), iniciar a travessia. Assim você consegue conciliar a subida até o cume de um vulcão ativo e já tem transporte até o início do trekking. Como os dias no verão são bem longos, ainda terá de 6 a 7 horas para caminhar até, pelo menos, os Laguitos de Challupén.

Dia 1
Centro de esqui – ponto de acampamento não demarcado

Distância: 14,1 km
Elevação acumulada: 864 m

Nos primeiros 6 km você andará sempre com vista para o Villarrica, até que entrará em bosques com muitas araucárias, quando é bom ficar de olho em busca do carpintero negro, um grande pica-pau que pode ser avistado com razoável facilidade.

Há uma trilha que leva para o mirante do Glaciar Voipir, que te deixará de frente para a única geleira da travessia e, se quiser prolongar um pouco mais a caminhada, é possível seguir até chegar na geleira. Como o desvio para esse mirante é pequeno, deixei a trilha já no tracklog que está disponível para ser baixado no Wikiloc, mas caso não queira fazer, o caminho normal também está no arquivo.

Abasteça as garrafas de água no ponto em que há uma placa “Água a 30 m” pois é possível que depois não encontre água limpa. Não se engane por ler em relatos sobre os Laguitos de Challupén, são dois pequenos lagos com água parada e não recomendável para consumo.

Depois de andar em torno 13 km você chegará ao Estero Ñilfe, onde há alguns pontos bons para colocar a barraca mas é possível que o riacho esteja seco, então não conte com essa água para cozinhar. Se não estiver cansado e quiser caminhar um pouco mais, é possível encontrar pontos de acampamento mais para a frente, encurtando um pouco o segundo dia.

Dia 2
Ponto de acampamento não demarcado – Chinay

Distância: 19,8 km
Elevação acumulada: 1.032 m

Nesse dia a caminhada acontece quase sempre acima da linha das árvores, com vista para o onipresente Villarrica, o lago Calafquén, os vulcões gêmeos Choshuenco e Mocho e outras paisagens fora do parque nacional.

Um pouco antes do início da descida para a área de camping e a estrada que corta o parque, há uma curta trilha que leva para o Mirador del Volcanes, que é usada por quem está fazendo uma caminhada bate-volta desde o Sector Quetrupillán. Para quem está fazendo a travessia inteira, o Mirador del Volcanes é interessante mas, se estiver cansado, pode deixá-lo pra trás sem sentir culpa, já que a vista não é muito diferente do que se teve até o momento.

Se você resolveu fazer em apenas um dia os dois primeiros trechos, pouco depois do fim da descida há um bom ponto de acampamento junto ao rio Pichillancahue, 6 km antes da área de camping oficial da CONAF Chinay.

Dia 3
Chinay – Laguna Azul

Distância: 17,5 km
Elevação acumulada: 1.673 m

O dia começa com a subida mais difícil da travessia mas é, também, o dia mais bonito. Já no fim da caminhada, pouco antes de descer para a Laguna Azul, saia da trilha e vá para a beira do penhasco, logo acima da Laguna Azul, para ter uma vista dela com o vulcão Villarrica ao fundo.

Dia 4
Laguna Azul – Laguna Avutardas

Distância: 17,4 km
Elevação acumulada: 534 m

Se conseguir madrugar, suba um pouco o morro para ter uma bela vista do vulcão Lanín durante o nascer do sol. Aliás, nesse dia o Lanín estará à vista quase todo o tempo.

A caminhada começa atravessando incríveis campos de lava e, logo em seguida, passa próxima à Laguna Blanca. Se quiser desviar um pouco do caminho para vê-la, vá porque a distância é pequena, mas não é um grande atrativo.

Depois a trilha passa pela cratera El Fuentón e oferece uma bonita vista para o vulcão Quinquilil e o Cerro Las Peinetas.

Como é o trecho com mais água da travessia, você verá diversas espécies de flores nascendo não apenas nas regiões de bosque, como também entre as formações de lava.

Dia 5
Laguna Avutardas – Camino Internacional

Distância: 8,9 km
Elevação acumulada: 176 m

O último dia é o mais curto e o que oferece menos vistas bonitas, já que o caminho passa quase todo por dentro do bosque e o atrativo é justamente a mata e muitas flores. Após uma longa descida, você chegará ao Camino Internacional e, se não combinou com alguma agência para fazer seu resgate, precisará pegar carona ou seguir andando por 3,5 km até a Guardería da CONAF, em Puesco, para pegar um ônibus. Como os horários são bastante restritos, se informe com a CONAF ou o Complejo Turistico Puejo (links abaixo).

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