Big Island, Havaí

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A pergunta mais feita a quem viaja pro Havaí é se foi surfar. Sim, esse arquipélago pertencente aos EUA é mesmo o paraíso dos surfistas, mas as opções vão muito além do surf.

Distante mais de três mil quilômetros do continente, no meio do Oceano Pacífico, o estado Havaiano é formado por 136 ilhas mas são oito as principais. Dentre elas, a que possui maior diversidade de paisagens é a ilha Hawaii, mais conhecida como Big Island para evitar confusões entre a ilha e o estado de mesmo nome. O apelido se deve ao fato das outras sete ilhas, juntas, serem menores que a Big Island, como mostra o mapa abaixo.

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Hilo

É incrível como pode haver tanta variedade de clima e de paisagens em uma ilha com apenas 10.506 km quadrados (129 km de leste a oeste e 150 km de norte a sul). Enquanto em Hilo, no lado leste da ilha, a precipitação média anual é de 328 cm, em Kailua, na costa oeste, são apenas 58 cm anuais. Essa enorme diferença acontece pois os ventos predominantes vêm de leste e, quando as nuvens chegam na Big Island, ficam presas por uma enorme muralha formada por dois vulcões com mais de 4.200 metros de altura (veja mapa acima), segurando as nuvens sobre a região de Hilo. O que a princípio parece uma desvantagem, na verdade torna este lado da ilha em um excepcional local para visitação de cachoeiras, além de permitir o crescimento de vegetação exuberante, não encontrada no lado seco.

Cachoeira Rainbow

Cachoeira Akaka

Cachoeira Akaka

Hawaii Tropical Botanical Garden

Hawaii Tropical Botanical Garden

Boiling Pots

Boiling Pots

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Foto em 360° das cachoeiras Pe’e Pe’e

Mesmo com muitos rios desaguando e com o mar mais bravo que em Kailua, é possível fazer bons mergulhos na costa de Hilo sem precisar de barco, como nos Beach Parks em Leleiwi, Richardson e Wai’Olena, a 5 minutos da cidade. Após nadar alguns metros para se distanciar da arrebentação, temos água com 20 metros de visibilidade, corais, arcos formados pela lava e tartarugas, muitas tartarugas. Perdi a conta de quantas vi em Leleiwi, mas certamente foram mais que 15. Algumas eram grandes, outras enormes, e quase todas muito calmas. Uma até parou à minha frente, como se estivesse em uma estação de limpeza e quisesse que eu retirasse os parasitas de seu casco.

Arco de lava em Leleiwi

Arco de lava em Leleiwi

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Curiosas tartarugas em Leleiwi

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Leleiwi Beach Park

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Leleiwi Beach Park

Até quando o assunto da foto é o peixe-trombeta, aparece uma tartaruga em Leleiwi

Os mergulhos noturnos também podem render belos encontros, como com essa enorme lagosta

Os mergulhos noturnos também podem render belos encontros, como com essa enorme lagosta em Wai’Olena

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Baiacu visto em um mergulho noturno em Wai’Olena

Apesar de ser a segunda maior cidade do Estado, perdendo apenas para Honolulu, na ilha de Oahu, Hilo possui apenas 41 mil habitantes (censo de 2000), e como não é uma cidade turística, suas arborizadas ruas e parques estão sempre tranquilas, assim como seus habitantes.

Liliukolani Park and Gardens

Existem poucas praias dentro e próximas da cidades e decididamente essa não é a maior qualidade de Hilo, mas na ilha Coconut há algumas muito bonitas e com fácil acesso através de uma ponte para pedestres.

Ilha Coconut vista do parque Liliukolani

Ilha Coconut vista do parque Liliukolani

Uma das pequenas praias da ilha Coconut, que conta com áreas para picnic e banheiros

Uma das pequenas praias da ilha Coconut, que conta com áreas para picnic e banheiros

Hilo e o vulcão Mauna Kea, com 4.207 metros sobre o nível do mar

Hilo e o vulcão Mauna Kea, com 4.207 metros sobre o nível do mar

Todo ano Hilo abriga um dos mais prestigiados festivais de danças polinésias, o Merrie Monarch Festival, que também tem feira de artes e um desfile pelas ruas da cidade.

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Grupo da Nova Zelândia apesentando uma dança Maori

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Apresentação no Merrie Monarch Festival

Merrie Monarch Parade

Merrie Monarch Parade

Merrie Monarch Parade

Merrie Monarch Parade

Merrie Monarch Parade

Merrie Monarch Parade

Observação de baleias

     No inverno do hemisfério norte as ilhas havaianas se tornam refúgio para as baleias jubarte que migram do Alaska para cuidar dos filhotes em águas mais quentes. Há passeios para observá-las em ambos os lados da Big Island, mas o que parte de Hilo tem um atrativo a mais por causa de dezenas de lindas cachoeiras que despencam no mar. Na verdade, mesmo em um dia sem baleias vale a pena fazer o passeio de barco, especialmente se for um belo dia de sol.

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Kailua e seus mergulhos

O lado oeste da ilha, protegido das chuvas e ventos fortes, é o que oferece as melhores opções de mergulho. O mais famoso é, sem dúvida, o mergulho noturno com as arraias mantas. Apesar de seu enorme tamanho, por vezes passando dos 5 metros, essas arraias se alimentam apenas de plâncton e pequenos peixes, sendo inofensivas para os mergulhadores. Para atraí-las são colocadas potentes lanternas no fundo, apontadas para a superfície, fazendo com que a luz atraia o plâncton, que por sua vez atrai as arraias. O mergulho é muito tranqüilo, só é preciso se ajoelhar no fundo para apreciar o belo nado das mantas, que às vezes passam raspando a cabeça dos mergulhadores.

Mergulho em Garden Eel Cove

Garden Eel Cove

Arraia manta comendo o plâncton que é atraído pela luz de filmagem

Arraia manta comendo o plâncton que é atraído pela luz de filmagem

Quatro ao mesmo tempo! Em alguns dias é possível ver mais de dez.

Quatro ao mesmo tempo! Em alguns dias é possível ver mais de dez.

Outro mergulho emocionante é com os golfinhos. Em várias cidades turísticas pelo mundo os golfinhos são treinados a interagir com os turistas em troca de alimentos, mas na Big Island o encontro é feito com golfinhos realmente selvagens, no momento em que eles retornam para a costa após uma noite de caça em mar aberto. Como eles costumam ir para o mesmo ponto de descanso, é fácil avistá-los, mas conseguir interação, nem tanto.

Como o mergulho é feito sem cilindros, é preciso ter bom fôlego para acompanhá-los no fundo, mas mesmo que você não consiga, a água é tão limpa que é possível vê-los nadando calmamente, filhotes sendo amamentados e, com um pouco de sorte, algum golfinho pode até brincar com quem está na superfície.

O ideal é estar com um barco, pois se eles passarem rapidamente pelas pessoas, fica fácil de encontrá-los novamente ou sair para procurar outro grupo. Caso queira tentar por conta própria, vá bem cedo até o Lava Java Café, na Alii Drive, e procure por golfinhos saltando, talvez seja seu dia de sorte!

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Golfinho rotador

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     Apesar das arraias e golfinhos serem as maiores atrações subaquáticas da Big Island, há diversos pontos de mergulho com grande variedade de peixes tropicais, corais, tartarugas, belas formações de lava e até tubarões, apesar deles serem bem mais raros.

Tubarão galha-branca de recife descansando sob o casco do naufrágio The Naked Lady

Tubarão galha-branca de recife descansando sob o casco do naufrágio The Naked Lady

Coroa-de-espinhos comendo corais

Coroa-de-espinhos comendo corais

Estrela-do-mar Green Linckia

Estrela-do-mar Green Linckia

Moréia-turca nadando entre os corais

Moréia-turca nadando entre os corais

Peixe-escorpião

Peixe-escorpião

Peixe-cofre pintado

Peixe-cofre pintado

Peixe-borboleta

Peixe-borboleta

Moorish idol

Moorish idol

Garoupa pintada

Garoupa pintada

Peixe-cirurgião

Peixe-cirurgião

Cânion de lava em Paradise Pinnacle

Cânion de lava em Paradise Pinnacle

A pequena e charmosa Kailua oferece tudo que uma boa cidade turística precisa: bons hotéis e restaurantes, bares para quem quer curtir a noite e, claro, um centro de compras à beira-mar, de onde é difícil sair sem gastar alguns dólares. O auge do movimento acontece durante o Ironman do Havaí, a prova de triathlon mais famosa do mundo, que ocorre anualmente na primeira lua cheia de outubro e reúne em torno de 1.500 atletas.

Centro turístico de Kailua-Kona

Centro turístico de Kailua-Kona

Pôr do sol na Alli Drive

Pôr do sol na Alli Drive

Baía Kealakekua

Um dos pontos mais bonitos de toda ilha sem dúvida é a baía Kealakekua, no sudoeste da Big Island, que além de ser bonita fora da água, também é um dos melhores lugares para mergulho livre e observação de golfinhos rotadores. O acesso pode ser feito por uma trilha bem íngreme ou por barco, seja um barco a motor que sai de Kailua, seja alugando um caiaque e remando por aproximadamente uma hora. Nas minhas visitas optei pelo caiaque, não só por gostar de remar como também para ter liberdade de ficar na baía pelo tempo que quisesse, sem estar preso ao horário dos barcos de turismo, sendo que isso também me deu a liberdade de ir até onde os golfinhos estavam sem assustá-los com a aproximação de um grande barco. Infelizmente não fiz fotos da paisagem fora da água, mas nas duas vezes em que estive em Kealakekua encontrei os golfinhos, então ou eu tive muita sorte, ou é mesmo fácil de encontrá-los.

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As Praias

A costa noroeste da ilha, além de ser a região mais seca, é a que concentra as praias mais badaladas, sendo a mais famosa Hapuna Beach. Eleita diversas vezes como uma das melhores praias dos EUA, devo dizer que fica longe do topo no meu ranking, mas cada um com seu gosto. Já Makalawena, praia com acesso por uma trilha de lava com 1,5 km de comprimento, é linda! Não tem banheiro, lanchonete, nem o acesso fácil de Hapuna, mas para quem gosta de praia com pouco movimento, é perfeita! Antes mesmo de chegar à Makalawena, após caminhar apenas 500 metros, fica Mahailua, outra praia linda e calma, tão calma que serve até de descanso para tartarugas.

Makalawena

Makalawena

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Foto em 360° de Makalawena

Tartaruga descansando em Mahailua

Tartaruga descansando em Mahailua

Voltando lentamente para o mar

Voltando lentamente para o mar

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Foto em 360° de Mahailua

Em uma ilha formada por vulcões, praias de areia preta são, obviamente, bastante comuns. A mais conhecida, pela combinação entre beleza e facilidade de acesso, é Punalu’u, na costa sul. Além de banhistas, suas areias também são frequentadas por tartarugas e, ao menos de acordo com as placas, pela hawaiian monk seal, uma espécie de foca endêmica das ilhas havaianas que está em perigo de extinção, com apenas 1.100 indivíduos restantes.

Praia de areia preta Punalu'u

Praia de areia preta Punalu’u

Praia de areia preta Punalu'u

Praia de areia preta Punalu’u

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Foto em 360° de Punalu’u

Na costa norte, duas praias merecem sua atenção. Uma fica no Waipio Valley, um vale protegido por paredões com mais de 600 metros de altura, que no passado foi habitado por mais de 4.000 havaianos e serviu de lar para seus antigos reis. A história de Waipio mudou drasticamente em 1946, quando o maior tsunami da história havaiana devastou o vale e os poucos que continuaram a morar ainda tiveram que enfrentar um dilúvio, em 1979, que cobriu Waipio com um metro de água. Hoje apenas 50 pessoas moram em Waipio e evitam o contato com turistas, que por sua vez são aconselhados a deixar os moradores em paz. Como a estrada é muito íngreme, só é permitido descê-la com veículos 4x4 ou a pé, o que torna a praia pouco frequentada.

Vista do estacionamento em que os carros que não são 4x4 precisam parar

Vista do estacionamento em que os carros que não são 4x4 precisam parar

Vale Waipio

Vale Waipio

Os fortes e constantes ventos atraem kitesurfistas

Os fortes e constantes ventos atraem kitesurfistas

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Foto em 360° do Vale Waipio

Outra bela praia da costa norte, essa com acesso apenas por trilha, é Pololu. Suas ondas fortes e correnteza constante fazem com que as pessoas fiquem na areia, mas a paisagem intocada e o visual das ondas quebrando nos paredões valem a curta caminhada.

Pololu vista da trilha

Pololu vista da trilha

Praia Pololu

Praia Pololu

Na costa próxima a Hilo, a praia mais frequentada é Kehena, mas só vá conhecê-la se estiver com a mente aberta, pois lá o nudismo é permitido (não oficialmente, mas ninguém liga), assim como é bem comum encontrar gente fumando um baseado. A praia é bonita mas as ondas podem dar bastante trabalho pra quem quer entrar no mar. Caso ele não esteja muito bravo, é um bom ponto pra mergulho livre, como mostram as fotos abaixo.

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Competição de canoa havaiana terminando em Kehena

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Competição de canoa havaiana terminando em Kehena

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Kehena

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Kehena

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Kehena

De todas as praias que visitei, a mais bonita foi Green Sand, no extremo sul. Não pela cor da areia, que tem um tom esverdeado e a tornou famosa, mas por ficar abrigada em uma pequena baía, emoldurada por falésias e banhada por um mar que varia entre tons de verde e azul.

O acesso não é fácil pois só dá para chegar com carro 4x4 ou andando quase 4 km, mas ao menos o terreno é plano.

Praia Green Sand

Praia Green Sand

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Praia Green Sand

A areia não chega a ser verde, mas a praia é linda independente da cor da areia

A areia não chega a ser verde, mas a praia é linda independente da cor da areia

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Foto em 360° da praia Green Sand

Luau

Diversos hotéis oferecem, mesmo para quem não está hospedado, luau com comidas e danças típicas. Apesar de ter sido avisado para não me empolgar muito com a comida, resolvi arriscar e experimentar o que dizem ser o melhor da Big Island. Primeiro mostram como o porco era assado pelos antigos havaianos (interessante), depois todo mundo se serve em um bufê bem variado com as tais comidas típicas (e outras bem comuns mundo afora) e, por fim, exibem um show de danças polinésias. Ainda bem que já havia sido alertado sobre a comida, realmente falta tempero em tudo (ao menos para o paladar dos brasileiros), mas as danças valeram a noite, com apresentações de hula, a famosa dança havaiana, e outras belas danças polinésias.

Porco sendo preparado coberto com folhas, no antigo estilo havaiano

Porco sendo preparado coberto com folhas, no antigo estilo havaiano

Todo o processo de cozimento dura 8 horas

Todo o processo de cozimento dura 8 horas

Apresentações de danças e história da cultura polinésia

Apresentações de danças e história da cultura polinésia

Dançando hula

Dançando hula

Os Vulcões

Mergulhos com arraias gigantes, golfinhos, água incrivelmente limpa, praias belíssimas, contraste de clima e vegetação, simpatia dos habitantes, calor o ano inteiro… São vários os motivos que levam uma pessoa a conhecer a Big Island, mas dentre todos, o que mais impressiona são os vulcões. Afinal, em que outro lugar do mundo é possível ver (de muito perto!) lava fluindo para o mar? Só aqui, e graças ao Kilauea, o vulcão mais ativo do mundo!

Você pode escolher entre ver tudo a partir de um helicóptero, de um barco ou a pé mesmo, mas aí é por sua conta e risco, já que a área aberta fica um pouco distante do fluxo de lava, por motivos óbvios. Se quiser ver de perto, é preciso ir em horários sem fiscalização, ignorar os avisos de que você será preso se for pego e tomar muito cuidado. Porém, considerando a raridade de observar um evento como esse, muita gente acha que compensa.

O rastro de fumaça na encosta do vulcão mostra por onde a lava está fluindo

O rastro de fumaça na encosta do vulcão mostra por onde a lava está fluindo

A área aberta aos turistas fica atrás fica atrás dos cavaletes, dificultando a visualização

A área aberta aos turistas fica atrás fica atrás dos cavaletes, dificultando a visualização

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Vale dizer que não é sempre que a lava está fluindo pela superfície

Lava chegando no mar, se solidificando e aumentando o tamanho da ilha

Lava chegando no mar, se solidificando e aumentando o tamanho da ilha

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Foto em 360° do fluxo de lava do Kilauea chegando no mar

No topo do Kilauea fica o centro de visitantes do Volcanoes National Park, com muitas informações sobre os vulcões, mirantes e trilhas para quem quiser andar em uma cratera e observar as curiosas formações feitas pela lava. Também há cavernas de lava, uma delas iluminada e com bastante movimento de turistas, outra sem iluminação e bem mais bonita, mas que só é possível ser visitada com agendamento. Além dessas existem muitas outras pela ilha, e das que visitei a mais bonita é a Emesine, com acesso por uma trilha de uma hora com início na Saddle Road.

Vista no início da trilha Kilauea Iki

Vista no início da trilha Kilauea Iki

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Antiga caldeira do Kilauea

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Kilauea Iki Trail

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Foto em 360° da trilha dentro da caldeira do vulcão Kilauea

Caverna de lava Thurston

Caverna de lava Thurston, no Volcanoes National Park

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Puapo’o Lava Tube, que só pode ser visitado com agendamento no Volcano National Park

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Estalactites no Puapo’o Lava Tube

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O espeleotema mais bonito que vi no Puapo’o Lava Tube

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Mauna Kea visto da trilha que leva para a caverna Emesine

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Entrada da caverna Emesine

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Estalactite e coluna na caverna Emesine

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Caverna Emesine

O topo do Mauna Kea, vulcão mais alto da ilha, com 4.205 metros, pode ser alcançado com um 4x4 ou a pé, em uma longa caminhada a partir do Centro de Visitantes, a 3.000 metros de altitude. O visual lá de cima é interessantíssimo, com seus observatórios, solo bastante árido e, durante o inverno, pode até nevar. Neve no Havaí? Pois é, quando eu falei, no começo deste artigo, sobre diversidade de paisagens, não estava exagerando.

Observatórios vistos a partir do cume do Mauna Kea

Observatórios vistos a partir do cume do Mauna Kea

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Um dos doze observatórios

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Foto em 360° dos observatórios no vulcão Mauna Kea (4.160 m)

Mauna Loa, segundo vulcão mais alto da ilha, com 4.169 metros, visto a partir do Mauna Kea

Mauna Loa, segundo vulcão mais alto da ilha, com 4.169 metros, visto a partir do Mauna Kea

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Foto em 360° no cume do vulcão Mauna Kea (4.205 m), com vista para os observatórios e o vulcão Mauna Loa (4.169 m)

South Point

O ponto mais ao sul da Big Island é também o extremo sul dos EUA, sendo bastante frequentado pelos havaianos por ser um ótimo local para pesca. Já os turistas visitam o South Point pela beleza do local e para pular dos paredões, e caso o mar esteja bem calmo e não exista previsão de mudança no tempo, é um excelente local para mergulho, na verdade o melhor de toda ilha. Os problemas são as correntes e ondas, já que se uma corrente arrastar o mergulhador, a próxima terra firme está a milhares de quilômetros de distância. E se as ondas aumentarem de tamanho durante o mergulho, será extremamente perigoso sair da água sem ser jogado contra o paredão, então só vá se for um mergulhador muito experiente e souber o que fazer em situações adversas, não é à toa que mergulhei quatro vezes em South Point e em nenhuma delas haviam outros mergulhadores.

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Esse é o paredão de onde as pessoas saltam e a saída da água é feita no local onde as pedras são mais baixas. Repare no tamanho da pessoa à direita da estrutura de madeira para ter noção da altura

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Esse enorme cardume estava presente em quase todos os mergulhos

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Estrela coroa-de-espinhos

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Diversos tipos de moréias podem ser vistas aqui

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Kapoho Tide Pools

IMPORTANTE: as piscinas naturais de Kapoho foram soterradas pela erupção do Kilauea que ocorreu no primeiro semestre de 2018, deixei as fotos nesse artigo para que vejam como era antes da erupção. Quem sabe novas piscinas de maré se formarão com o fim do fluxo de lava e toda essa diversidade de vida possa novamente ser vista.

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